Inteligência emocional e saúde mental

A Inteligência Emocional refere-se ao conjunto de competências específicas relacionadas com a capacidade de perceber e gerir de forma adequada as próprias emoções e as emoções daqueles com quem nos relacionamos.

Partindo deste pressuposto, é importante sublinhar que as emoções não são boas nem más, não são positivas nem negativas, fazem parte de nós. O que importa é trabalhá-las, adaptá-las e expressá-las de forma adequada.

Apostar na Inteligência Emocional das crianças (e na nossa, enquanto adultos de referência!) terá impacto positivo no seu desenvolvimento, permitindo-lhes controlar melhor os impulsos, aumentar a auto-estima, fortalecer a assertividade e desenvolver a empatia.

Promover a Inteligência Emocional das nossas crianças é prepará-las para o futuro é ajudá-las a manifestar as suas emoções no momento certo, é mostrar-lhes que não faz mal sentirem-se tristes quando perdem algo importante, que terem medo quando se sentem ameaçados é uma forma adaptativa de sobrevivência, e que estarem zangados quando algo corre mal pode ser o ponto de partida para a resolução de problemas. Todas as emoções cumprem uma função, todas nos transmitem alguma informação importante para restabelecermos o equilíbrio do nosso organismo.

É necessário que todos nós, pais e educadores, ajudemos as crianças a descobrir os elos entre a linguagem das emoções, a linguagem verbal, e o comportamento. Tudo o que fazemos tem, geneticamente, um ponto de partida emocional. No entanto, no meio da rotina do dia-a-dia, quantas são as vezes que nos esquecemos de olhar para dentro de nós e sentir? E quantas são as vezes que deixamos de guardar um tempo para “ouvir” o sentir das nossas crianças? E qual é a consequência? Não ajudamos a criança a olhar para dentro de si própria, a falar e a compreender o que sente. Identificar, compreender e regular as emoções é a base para a promoção da Saúde Mental futura.

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