O que é exatamente a aprendizagem socioemocional?

“Recentemente tem-se falado muito em ‘soft skills’, mais concretamente a chamada educação emocional ou aprendizagem socioemocional (SEL).

O que é exatamente a aprendizagem socioemocional?

Segundo o Casel (2013), é o processo pelo qual os alunos adquirem e aplicam os conhecimentos, atitudes e habilidades necessárias para:

·      compreender e gerir emoções (Autoconhecimento)

·      estabelecer e alcançar metas positivas (Autogestão)

·      sentir e mostrar empatia aos outros (Consciência Social)

·      estabelecer e manter relacionamentos positivos (Relação Interpessoal)

·      tomar decisões responsáveis .

“As crianças emocionalmente inteligentes são mais felizes, mais saudáveis e aprendem com maior facilidade. Comunicam melhor, são menos ansiosas e recuperam mais rapidamente de situações difíceis” – Casel (2013).

VIDEO O QUE SÃO SEL

Em casa os pais poderão contribuir muito para o desenvolvimento da educação emocional das crianças. Seguem algumas ferramentas que poderão ser úteis.

Ser exemplo para a criança. As crianças imitam o que veem, por isso é muito importante que, enquanto adultos de referência, tenhamos comportamentos alinhados com aquilo que esperamos das crianças. Se procuramos que as crianças sejam empáticas, compassivas, então é mesmo importante mostrarmos como isso se faz. E é nos momentos mais desafiantes que ganhamos a possibilidade de ser o exemplo para elas, de lhes mostrarmos a nossa compaixão e empatia.

Se queremos que a criança saiba pedir desculpas quando magoa alguém ou prejudica alguém, ainda que seja sem intenção, sejamos esse exemplo pedindo desculpa em situações semelhantes, quer seja com ela, ou com as outras pessoas.

Aceite as suas próprias emoções e viva-as de forma autêntica. Muitas vezes queremos esconder das crianças as emoções que para nós são mais difíceis de vivenciar, como a tristeza, o medo, a raiva. Só que queremos esconder algo que a nossa linguagem corporal denuncia. Todas as emoções são muito importantes e não há nada de errado em senti-las. Poderá partilhar com a criança de uma forma autêntica (e adequada para a sua faixa etária), exprimindo verbalmente o que está a sentir. Desta forma, também está a ensinar-lhe que todas as emoções são aceites, e que pode partilhá-las por palavras ou por comportamentos ajustados. Mais uma vez, está a ser um modelo para ela.

Ajudar a criança a falar sobre o que sente. Se às vezes parece difícil conseguirmos que elas nos contem alguma coisa do seu dia, deixando-se ficar em respostas como “nada”, “sim”, “não”, “não sei”, vale a pensa experimentar contar à criança o que se passou no seu dia, o que sentiu em cada momento e tornar isto uma hábito. Provavelmente ela vai começar a sentir vontade de partilhar algumas peripécias do seu dia e só tem de estar mesmo atento(a) e presente para esse momento de partilha.

Ler histórias às crianças, começando desde muito cedo, traz imensos benefícios, pois as histórias são essenciais no desenvolvimento das crianças, já que estimulam a sua compreensão, a sua imaginação, ampliam o seu vocabulário, e consequentemente a sua capacidade de expressão. O envolvimento do adulto na leitura da história  promove momentos de verdadeira conexão e total presença, fortalecendo os laços, enquanto a história está a ser lida/contada. E aproveitando isso, podem-se contar histórias que ensinem valores, a reconhecer e gerir emoções, a colocar-se no lugar do outro, a serem responsáveis pelas suas escolhas… Apresento a seguir algumas sugestões de livros infantis que podem ensinar muito às crianças e acredito que também aos adultos, pois a linguagem simples destes livros permite que cada um de nós se ligue à personagem, acompanhando as suas vivências e encontrando novas visões e novos caminhos.

– O Monstro das Cores, de Anna Llenas

– O Novelo das Emoções, de Elizabete Neves

– Maria do Medo, de Rita Castanheira Alves

– Zé Zangado, de Rita Castanheira Alves

– Filipe Feliz, de Rita Castanheira Alves

– Quando a Tristeza Chama, de Eva Eland

– Quero um Abraço, de Simona Ciraolo

– Os Vencedores do Medo, de Célia Barreto

– Eu e o Meu Medo, de Francesca Sanna

– A Caixa das Preocupações, de Suzanne Chiew

Desejo-vos boas leituras! JMónica Barbosa”

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